Quantidade de leitores do nosso Feed

Receba nossas novidades digitando e cadastrando seu e-mail:


1 usuário navegando nesta página. Usuários: , 1 visitante,

Palestra sobre atitude nas provações

Foto tirada, por Kevin Carter, no Sudão, em 1993. A criança passa por uma expiação ou provação? Este fato está na esfera dos desígnios de Deus ou é omissão dos homens mesmo?

ATUALIZAÇÃO: Abaixo, no final desta postagem, saiba mais sobre a história desta foto. Nesta quinta-feira 21, o tema será “Ante a provação alheia“, com Clidenor Sousa que se inspirará no que decorre das perguntas contidas nos itens 27 a 31 do capítulo V, de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”.

Eis os questionamentos:

- “Deve alguém pôr termo às provas do seu próximo quando o possa ou deve, para respeitar os desígnios de Deus, deixar que sigam seu curso?”

- “Um homem está agonizante, presa de cruéis sofrimentos. Sabe-se que seu estado é desesperador. Será lícito pouparem-se-lhe alguns instantes de angústias, apressando-se-lhe o fim?”

- “Aquele que se acha desgostoso da vida, mas que não quer extingui-la por suas próprias mãos, será culpado se procurar a morte num campo de batalha, com o propósito detornar útil sua morte?”

- “Se um homem se expõe a um perigo iminente para salvar a vida a um de seus semelhantes, sabendo de antemão que sucumbirá, pode o seu ato ser considerado suicídio?”

- “Os que aceitam resignados os sofrimentos, por submissão à vontade de Deus e tendo em vista a felicidade futura, não trabalham somente em seu próprio benefício? Poderão tornar seus sofrimentos proveitosos a outrem?”

As respostas são encontradas aqui. As ponderações e reflexões ficam ao encargo de cada um e a atitude, idem.

Detalhe: A foto acima venceu um dos mais importantes prêmios de fotojornalismo – o Pulitzer. O autor foi o fotógrafo sul-africano Kevin Carter, que estava viajando, no Sul do Sudão, em 1993, nas proximidades da vila de Ayod e foi atraído por um choramingar macio. Era uma menina esquálida, desnutrida, que havia parado para descansar ao esforçar-se para chegar a um centro de alimentação da ONU. Próximo a ela, parou um abutre. Kevin disse que esperou aproximadamente 20 minutos, esperando que o abutre abrisse suas asas. Não o fez. Carter tirou a fotografia e perseguiu o abutre para afastá-lo. Entretanto foi criticado por somente estar fotografando e não ajudando a pequena menina.

Kevin Carter (13/9/1960 - 27/7/1994)

A foto foi vendida ao Jornal The New York Times e foi publicada pela primeira vez, em 26/3/1993. Esta foto percorreu o mundo e fez com que as autoridades mundiais olhassem e ajudassem o Sudão, bem como outros países africanos em situação de miséria.

Mesmo com a fama obtida pelo prêmio Pulitzer, recebido por Carter em 23/5/1994, a repercussao sobre o psiquismo dele foi devastadora. Entrou numa forte depressão e 65 dias após a premiação, aos 33 anos, Kevin Carter cometeu o suicídio.

Saiba mais AQUI e, sem julgamentos e censuras, oremos em favor de todos aqueles que saíram da existência física pelo suicídio. Cuidemos de remeter a estes seres, durante a prece, a lembrança da magnanimidade divina; que o Autor da Vida em suas perfeitas Leis sempre possibilita um recomeço, porque “o Pai não quer que se perca nenhum de seus filhos” – Mateus 18, 14.

    This entry was posted in Palestras and tagged , , , , . Bookmark the permalink. 5.074 visualizações.

    2 Responses to Palestra sobre atitude nas provações

    1. Sabrina Magalhães says:

      Foi excelente a palestra de ontem. Realmente toca fundo no coração e nos faz refletir sobre as nossas atitudes diante do sofrimento alheio. Muitas vezes temos o impeto de ajudar, a compaixão, e não a pena, como foi explicado tão bem a diferença pelo palestrante, nos invade, mas por onde começar??? Acho que nossa sociedade se acostumou tão mal, a fechar os olhos e ignorar o sofrimento dos outros, que também desaprendeu a ajudar devidamente. Por exemplo, quando vemos uma criança ou um velho em estado de miséria, nas ruas, dormindo nas calçadas, o que podemos fazer alí prontamente? Dar apenas uma esmola e saber que não será suficiente para tira-lo permanentemente daquela terrível situação? Muitas vezes temos até medo de nos aproximar, devido a tanta violência que vemos acontecer…simplesmente temos a vontade de ajudar, mas não sabemos como, e acabamos dando uma moedinha e fechando o vidro do carro com medo de um assalto…ou como vez o o jornalista da história, espantamos o abutre e denunciamos a situação para o mundo para que os governos possam tomar uma atitude massiva? Acho que falta informação sobre isso. Como se articular socialmente e fazer algo que realmente possa ajudar? Por onde começar? Talvez essa seja a dificuldade de muitos que querem ajudar e não sabem como.

      • Janio says:

        Sabrina,
        Concordo com vc. O Clidenor nos pôs para refletir sobre nosso papel diante do sofrimento (ou seria da dor?) do outro (e as nossas também!)
        Muito interessantes suas colocações. Vou respirar nelas e depois escrever algumas ponderações.
        Paz e Bem!

    Deixe uma resposta

    O seu endereço de email não será publicado

    Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

    Postagens relacionadas