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A Biologia do Amar

Maturana e Ximena estiveram em São Paulo, em março deste ano

Os pesquisadores chilenos Humberto Maturana (1928- ) e Ximena Dávila (1952- ) são cofundadores da Biologia Cultural e desenvolveram juntos a visão da dinâmica que entrelaça a Biologia do Conhecer e a Biologia do Amar, que denominam no conjunto de Matriz Biológico-cultural da Existência Humana. Abaixo, compartilho trecho do texto “Amar: verbo intransitivo – uma voz que vem do Chile“, da jornalista Priscila Rios e do psiquiatra Juares Soares Costa. Merece a reflexão em torno do AMAR – ação curativa, transformadora e libertadora que vai além do conceito AMOR.

“Argumentando que a causa de cerca de 90% do sofrimento humano está no desamor, juntos, Maturana e Ximena concluíram que amar é a principal medicina. Desenvolveram então A Biologia do Amar, prática que utilizando a linguagem como instrumento de reflexão, é capaz de provocar transformações libertadoras. 

Mas afinal, o que os pensadores chilenos entendem por amar? Amar é aceitar o outro como legítimo outro, na relação”, responde Maturana. Trata-se de um caminho unidirecional, onde não se exige ou  se espera nada como retorno.  É um  verbo intransitivo que abre espaço para uma relação diferente com o mundo. Esta atitude, porém, exige que se abra mão do egocentrismo e que seja desenvolvido um  olhar sistêmico, que se ocupe com o bem-estar de outras pessoas e do meio-ambiente. Ou seja, que possibilite ao próximo um espaço onde ele possa existir plenamente, ao invés de oferecer-lhe instruções de como e o que fazer. O compromisso, no entanto, deve ser pessoal. “Se o que vejo não é o que quero, a responsabilidade por mudá-lo é minha”, afirma. Comportamento que, por sua vez, faz toda a diferença, pois “podemos mudar a emoção e mudar a emoção pode mudar o mundo”, conclui Ximena.”

(Fonte da foto)

P.S.: Dedico esta postagem ao irmão João Figueiredo, de quem primeiro ouvi falar de Maturana, há mais de 15 anos.

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